Como forma de assinalar o Dia Nacional do Estudante (24 de março), a Associação Académica de Coimbra (AAC) deu a conhecer à comunidade estudantil um novo movimento político, “Querido, Muda a UC!”. O projeto promete “pôr mãos à obra” em prol de melhores condições e mais direitos para os estudantes.

Inspirado no programa de televisão “Querido, Mudei a Casa!”, o nome bastou para gerar polémica entre os estudantes e a comunicação social. Segundo o Vice Presidente da Direção Geral da AAC, João Assunção, o nome nasceu da vasta história de intervenção política da casa. O mesmo esclarece que através de “caricaturas da realidade”, sempre se tentou “renovar” e “aprimorar” as infraestruturas e recursos do meio académico da Universidade de Coimbra (UC).

O movimento criado no mandato do Presidente Daniel Azenha foi lançado no mês em que a AAC lembra os 50 anos da Crise Académica de 1969 e celebra a luta pela democracia. A primeira iniciativa surgiu a 21 de março, com encontro marcado na Porta Férrea da UC. Os estudantes da academia juntaram-se numa ação de protesto contra a falta de oferta gastronómica na Cantina Amarela, que reabriu no último dia do mandato do Reitor João Gabriel Silva. Reivindicaram a existência do “prato social”, uma refeição mais acessível e saudável para os milhares de estudantes que frequentam as cantinas diariamente.

Aproveitando a imagem do programa que serviu de inspiração ao movimento, os estudantes adicionaram um elemento cénico ao protesto. Juntos envergaram coletes e capacetes, com o objetivo de passar uma ideia de “remodelação e revitalização de infraestruturas”, nomeadamente das cantinas, espaços de estudo e residências de estudantes. O novo reitor, Amílcar Falcão, foi sensível à vontade dos estudantes e garantiu o alargamento da oferta da Cantina Amarela.

Fonte: página de facebook da AAC

Em resposta à descrença de alguns estudantes na atuação da AAC, o Vice Presidente garante que este movimento é “a prova” de que a AAC defende os direitos dos estudantes. Segundo João Assunção, os resultados estão à vista e devem-se às conversas recorrentes com os parceiros institucionais da casa.

A longo prazo, o dirigente garante que a Associação Académica vai reunir esforços para que os estudantes da UC tenham mais representatividade no Conselho Geral, para que possam intervir de forma mais ativa na mudança do ensino superior em Portugal.